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Turismo acessível, muito além de rampas, vagas e sinalizações

turismo-defARDC Férias sempre se identificou com a questão do turismo social ao atuar como facilitadora do acesso do maior número de pessoas, de diferentes classes sociais, ao turismo e ao lazer de maneira simples, prática e econômica, por meio de Planos de Férias. Hoje são mais de 200 mil pessoas se beneficiando desse sistema que parte da premissa de que todos podem ter no mínimo sete dias de férias de verdade, gozadas em hotéis e em destinos turísticos, estimulando a interação social, bem como o desenvolvimento da cultura e da economia da região.

Mas há uma inclusão que vai além de questões econômicas, pois atinge todas as classes sociais: é a inserção de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, quer sejam idosos, crianças, gestantes, pessoas obesas etc., no consumo de produtos turísticos de forma ativa, desfrutando momentos de lazer em ambientes comuns, ao lado de todas as pessoas, com ou sem deficiência.

 

No sistema de hospedagem, por exemplo, apenas para ter uma ideia do que isso significa, uma pessoa que usa cadeira de rodas precisa de, no mínimo, 90cm de largura de um corredor para poder chegar ao banheiro; é preciso que a maçaneta da porta esteja a até 1,15m do chão; que o vaso sanitário esteja a 46cm de altura do solo e, ao lado, tem de haver uma barra de transferência a 75cm de altura e uma área de manobra da cadeira que permita a rotação completa dos 360º, ou seja, mínimo de 1,50m x1,50m. E mais, deve-se considerar a altura máxima de 1,20m para alcance do lavatório, da saboneteira, da torneira, do chuveiro, da banheira, bem como a largura do box que, aliás, deve ter cortinas plásticas e não portas.

O balcão de recepção do hotel deve prever uma parte da sua superfície com, no mínimo, 90cm de extensão e altura máxima de 90cm do piso para permitir o alcance e a aproximação frontal de usuários de cadeiras de rodas.

Acessibilidade e Lazer

Não é complicado, quando se pensa na acessibilidade com a mesma naturalidade que se pensa desde o projeto ao construir qualquer edificação. Há normas que regulamentam tudo isso e que não valem apenas para hotéis, mas para todos os estabelecimentos turísticos, tais como agências de turismo, estabelecimentos de alimentação, museus, centros culturais etc.

Não basta a hospedagem

O Ministério do Turismo (MTur) vem apoiando projetos que visam à acessibilidade urbana e à adaptação de atividades turísticas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Um deles é a realização do “Estudo de Demanda do Turista com Deficiência”, iniciativa do MTur em conjunto com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), que possibilitará identificar as características e comportamentos de consumo dessa população, a percepção deste segmento em relação à infraestrutura e ao atendimento nos destinos turísticos e as barreiras para a realização de viagens. Segundo Cristiane Ecker, coordenadora de Acessibilidade da AVAPE – Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência, os investimentos nessa área dependem da articulação entre o poder público municipal, estadual e federal. “É importante ressaltar que, independentemente dos eventos esportivos, Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, os municípios em geral devem implementar políticas públicas para pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida, eliminação de barreiras, acesso à saúde e reabilitação, acesso à educação especial em ambientes inclusivos, transporte público urbano acessível, habitação de interesse social e acessível, trabalho, esporte, cultura, turismo e lazer”.

Se as exigências para a realização da Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2014 e as Olimpíadas no Rio em 2016 fortaleceram o desenvolvimento do turismo acessível, cabe aproveitar essa oportunidade para que venha a se firmar como um importante mecanismo de desenvolvimento humano, econômico e social.

Adaptações e melhorias

A redação da revista Férias & Lazer enviou a todos os hotéis da sua Rede um questionário solicitando informações sobre a sua infraestrutura em relação à acessibilidade. Considerando os hotéis que se interessaram em participar desse levantamento, apresentamos a seguir aqueles que, segundo suas próprias informações, oferecem condições de hospedagem para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. O associado RDC que precisar se hospedar em quartos adaptados, deve informar essa necessidade à Central de Reservas da RDC, que verificará a disponibilidade do apartamento no período desejado.

Brisamar Pousada – Barra de São Miguel/AL

Possui seis (6) apartamentos adaptados no andar térreo. Porém alerta que a cidade não oferece nenhuma infraestrutura para cadeirantes, como rampas ou acesso a alguns lugares.

Comfort Hotel Joinville/SC

Possui dois (2) apartamentos adaptados.

Viale Cataratas Hotel e Eventos – Foz do Iguaçu/PR

Possui apartamentos adaptados no andar térreo. Rampas de acesso dentro e fora do hotel.

Hotel Senac Ilha do Boi – Vitória/ES

Possui rampa para cadeiras de rodas, elevador e apartamento no andar térreo com acesso sem escadas.

Villa Hípica Resort - Gravatá/PE

Dispõe de quatro (4) apartamentos adaptados e acessibilidade em todas as áreas do hotel.

Hotel Ilha do Amor – Camocim/CE

Hotel é adaptado com rampas para deficientes e para pessoas de Terceira Idade. Informa que está em processo de adaptação no hotel, mas ainda não oferece apartamentos adaptados.

Jatobá Praia Hotel – Aracaju/SE

Por estar na cidade de Aracaju, que segundo a gerência do hotel possui normas específicas e promotores públicos fiscalizadores, o Jatobá Praia Hotel possui condições especiais para atendimento, tais como: apartamentos adaptados, estacionamentos específicos, banheiros sociais específicos, rampas em diversos setores e um elevador de piscina especialmente para portadores de necessidades especiais.

Holiday Inn Express Natal/RN

Oito (8) apartamentos de frente para o mar, adaptados e com a possibilidade de serem conjugados. Acessibilidade em todas as áreas sociais. Balcão de atendimento ao hóspede na recepção adaptado para cadeirantes. Identificação em braille nos elevadores. Piso tátil nas escadas e entradas dos elevadores. Banheiros adaptados no Lobby e na área da piscina. Vagas na garagem demarcadas.

Personal Royal Hotel – Caxias do Sul/RS

Possui seis (6) unidades adaptadas. Todo o hotel possui rampas e elevadores em seus ambientes.

Marina Park – Fortaleza/CE

Possui estrutura horizontalizada, com elevadores e rampas que dão acesso a todas as áreas do hotel. Dois (2) apartamentos adaptados. Calçada da entrada principal com 3 metros e piso antiderrapante. Cadeiras de rodas para o momento do check-in e check-out. Acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

Ritz Lagoa da Anta Urban Resort – Maceió/AL

Destaca que atende exigências da ABNT NBR 9050:2004 como comunicação e sinalização visual realizada através de textos ou figuras; tátil, realizada por meio de caracteres em relevo, braille ou figuras em relevo; e sonora, através de recursos auditivos.

Praiamar Natal Hotel & Convention – Natal/RN

11 apartamentos adaptados, com barras de apoio no banheiro, bacia sanitária adaptada, tapetes antiderrapantes, lavabo em altura adequada. Acesso a todos os ambientes sociais por meio de rampas e/ou elevadores, piso tátil e comunicação em braille. Vagas de estacionamento demarcadas, cadeira de rodas disponíveis na recepção para eventuais necessidades e balcão de atendimento no lobby projetado para cadeirante.

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