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Na tarde do último domingo (27), um desentendimento foi presenciado por algumas pessoas em uma calçada, na Av. Emancipação, no centro da cidade. A via pública estava tomada por cadeiras de estabelecimentos locais, alguns feitos de concreto, dificultando e até, impedindo a passagem de diversas pessoas. Délcio Padilha, de 58 anos, foi quem passou por constrangimentos e acabou se desentendendo funcionários e clientes do local.

 

Deficiente físico que necessita do uso de duas muletas para se locomover. Padilha conta que tentou passar pela calçada e não conseguiu achar espaço. Ao pedir licença para uma das clientes sentadas nas mesas de plástico que impossibilitavam a passagem, a mesma se irritou e reclamou para um dos funcionários, que a apoiou e o ofendeu referindo-se a ele como um ‘velho aleijado’. Padilha retrucou dizendo que era um direito dele de passar e que não seria um grande incômodo que a cliente abrisse espaço para tal.

Como resposta, foi xingado e ameaçado, se sentindo forçado a abandonar o local sob a mira de um gesto obsceno. A medida imediata tomada por ele, que reside em Tramandaí há apenas 6 meses, foi pedir ajuda à um policial militar que se encontrava nas proximidades. O policial disse que tomaria providências, mas virou as costas e nada fez. Então, foi à Smic (Secretaria Municipal de Indústria e Comércio) tentar tomar providências para ter seus direitos defendidos, mas também não obteve resultado satisfatório. “Na Smic, fizeram cara feia quando eu disse que era morador do bairro Agual. Então me disseram que iriam averiguar o caso, mas não tomaram nota de nada. Nem meu nome perguntaram!” desabafa Padilha.

Além de todo constrangimento e descaso, o cidadão conta que sofreu com o preconceito por parte de algumas pessoas, algo pelo qual, nunca tinha passado. “Nunca tinha sofrido nenhum tipo de discriminação. Me senti impotente em relação a tudo. É uma sensação terrível. Sou debilitado, mas tenho meus direitos e não tenho nem como me defender. Outro dia fui à uma lotérica e me impediram de utilizar o caixa prioritário. Tentei exigir meus direitos e saí de lá algemado!”. Padilha afirma que situações como essas ocorrem devido à falta de profissionais especializados, para atividades que têm contato com o turismo.

O secretário da Indústria e Comércio, Andrei Benvegnú, disse que, segundo tem conhecimento, 40% da calçada deve ficar livre para trânsito de pedestres e que o estabelecimento já foi autuado pela construção dos assentos de concreto, mas que o processo para retirada dos mesmos é bastante burocrático, e fica a cargo da Secretaria de Obras.

Até o fechamento desta edição, tentamos contato com a pessoa responsável na referida secretaria, mas não obtivemos sucesso, pois a ligação não foi atendida pelo mesmo e tampouco, o recado foi repassado pela secretária que nos atendeu.

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